“Crônica é um gênero textual, cujos temas sempre têm a ver com
o cotidiano da cultura que está inserido o escritor.”
(autor desconhecido)
- Mãe
- Oi, filhinha.
- Por que é que o amor deixa as pessoas chatas?
- Por que você está me perguntando isso?
- Porque aquela minha amiga, a Aline, ta amando um menino, sabe? E ela não tem mais assunto pra falar a não ser Paulo. É Paulo pra lá, Paulo pra cá, pra aculá... Nossa, mãe, ta insuportável. Sem falar na cara de otária... Upss! De bobinha que ela fica toda vez que está do lado dele.
- Mas filha, todo mundo fica desse jeito quando está apaixonado.
- Não mesmo mãe, eu jamais ficaria assim. Mas deixa eu ir ao colégio que já estou atrasada, tchauzinho!
(...)
- Oi Aline!
- Amiga, você sabe se Paulo veio hoje? Ainda não o vi.
- Não, não o vi.
- Ontem eu fui à casa dele. – com aquela cara de boba, quase chorando - Ele estava tão lindo... Ai ai...
- Lindo? Gosto é gosto...
- Aí ele me apresentou à família dele como sua namorada – Nesse momento já estava chorando.
- Ok, mas você fez a atividade de física?
- Fiz sim. Paulo me ajudou a resolver umas dez questões, mas eu não entendi nada, só conseguia prestar atenção na carinha dele...
- Aline, você ta um “saco”! Não estou agüentando mais ouvir você falar em Paulo!
- kkkkkkkkkkkkkk...
- Tchau! – E saiu dali com vontade de colocar uma fita isolante na boca de Aline.
(...)
- Oi Renata, tudo bom?
- Tudo, e com você?
- Tou com raiva, muita raiva de Aline. Ela só fala em Paulo e eu não agüento mais. Se pelo menos fosse um daqueles meninos perfeitos como Lucas Truta, mas não, ele é um saco, completamente atônito, nossa... Ele é ridículo.
- Eu também já estou farta dos comentários de Aline... Mas você já viu como Paulo também fica quando vê Aline? Também fica com a maior cara de bobo.
- Mas Paulo é bobo. – Falou com tom de deboche.
[No momento, chegou Samara]
- Samara! – Fala Renata – estamos falando de como Aline está “enchendo o saco” com o assunto “Paulo”
- Ah! É mesmo. Ta demais mesmo... Todo mundo ta comentando isso. Porque Paulo é muito calado e só Aline toma as atitudes.
- É mesmo. E ele é estranho tem hora que passa e nem fala.
- É. Não gosto dele.
- Eu gosto, mas Aline está falando demais dele...
E passaram a manhã inteira falando daquele que não agüentavam mais ouvir falar, como se elas mesmas estivessem apaixonadas por Paulo.

7 comentários:
Essa narrativa está muito verossimilhante...
é verdade.. só tive otrabalho de digitar...Porque nem mesmo o de postar eu tive... Porém esse é um tema que eu não poderia de falar, uma vez que se faz muito presente na minha vida... hehehe...e o pior é que Estávamos outro dia na sala de Samelly e só falavam em... Meo Deus...
hahahahahahahahaha
gostei ^^
Não adianta né? kkk, ciclico...
Aline.... pÁAAAAra!!!!
Nesta história inverossímel e extremamente surreal eu gostaria de saber que ser eu supostamente representaria kkkkkkkkkkkkkkkk (Quem sabe eu não use como nome secreto, secreto kkkkkkkkkkkk?
O fato é todas as Alines e todos os Paulos ficam com essa tremenda cara de DESPOMBADOS. Na verdade, na verdade.... é que é muito bom ficar assim. A gente reclama da leseira, mas sabe o sabor que tem.
PS: E não entendam isso como uma defesa. Eu tbm não aguento mais, mas entendo!
Beijos meus.
e antes de Paulo, era Paul, e antes era Pablo, e antes ainda era Paolo???????
=x (eu metido a coleguinha de turma de vcs, super íntimo)
kkkkkkkk
meninooo.. interessante como Lucas Truta???
"Gzuis me XxXicoteiáhhh."
só pra dizer que eu vim.. :P
Postar um comentário