terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Me contradizendo... um poema.




"Ou se é poeta ou não, e eu,
infelizmente, não sou"


Vestibular

Só sei que onde
Há rimas pobres
A verdade se esconde.

Espero com ansiedade
Uma resposta, algum sinal
Que possa me acalmar de verdade
Que seja meu bem meu mal

O dia passo pensando
E isso me fica doendo
Se tu chegas (e quando)
Se boas notícias trazendo

Era para eu ter me preparado
Era para eu ser mais cauteloso
A tarde chega e eu ainda nervoso

Por que não me ligas?
Ou no jornal logo não anuncia?
Aqui tenho que ficar fazendo figas?

A noite chega
Mas o sono não
Os sonhos chegam
Mas o sono não

E com medo passo a madrugada
Que o dia chegue e ainda não tenha chegado
Dessa história mal contada
Qual será o resultado

Eu não sei escrever bonito
Ele sabe
Eu não sei falar bonito

Ele sabe
Que nessa prova pra ganhar
Basta lábia e saber improvisar

E os dias (lentos) se passam
A árvore do pensamento
Com angústias que não se calam
Parada sentido o vento

Mas um dia isso acaba
Dezembro fevereiro
Certeza que desaba
Não dura o ano inteiro
(eu acho)

Só sei que onde
Há rimas pobres
A verdade se esconde.

3 comentários:

Rousiane disse...

Vestibular?
Odeio-o, sabe pq?
Por causa da imortalidade das decepções!

=x


Sei que não era o tipo de comentário que se deve fazer em um blog, mas acho que não tenho muita animação quanto o assunto é esse vestibular otárioo!

Beijos meus.

Anônimo disse...

kkkkkk...'' mas acho que não tenho muita animação quanto o assunto é esse vestibular ''
Que posso dizer se ela traduz um pouco do que eu ia dizer também!
Ahh malevolente vestibular!! uashuashuahsa,adorei o poema!!
continueeee...
te amoo. bjuuu

Anônimo disse...

Olha eu aqui de novo! Agora com novo blog! (Atualiza aí na tua lista de preferidos, ok?)

Todo mundo tem instantes de poesia. Você tem.

Beijo recitado