
"Ou se é poeta ou não, e eu,
infelizmente, não sou"
Vestibular
Só sei que onde
Há rimas pobres
A verdade se esconde.
Espero com ansiedade
Uma resposta, algum sinal
Que possa me acalmar de verdade
Que seja meu bem meu mal
O dia passo pensando
E isso me fica doendo
Se tu chegas (e quando)
Se boas notícias trazendo
Era para eu ter me preparado
Era para eu ser mais cauteloso
A tarde chega e eu ainda nervoso
Por que não me ligas?
Ou no jornal logo não anuncia?
Aqui tenho que ficar fazendo figas?
A noite chega
Mas o sono não
Os sonhos chegam
Mas o sono não
E com medo passo a madrugada
Que o dia chegue e ainda não tenha chegado
Dessa história mal contada
Qual será o resultado
Eu não sei escrever bonito
Ele sabe
Eu não sei falar bonito
Ele sabe
Que nessa prova pra ganhar
Basta lábia e saber improvisar
E os dias (lentos) se passam
A árvore do pensamento
Com angústias que não se calam
Parada sentido o vento
Mas um dia isso acaba
Dezembro fevereiro
Certeza que desaba
Não dura o ano inteiro
(eu acho)
Só sei que onde
Há rimas pobres
A verdade se esconde.

3 comentários:
Vestibular?
Odeio-o, sabe pq?
Por causa da imortalidade das decepções!
=x
Sei que não era o tipo de comentário que se deve fazer em um blog, mas acho que não tenho muita animação quanto o assunto é esse vestibular otárioo!
Beijos meus.
kkkkkk...'' mas acho que não tenho muita animação quanto o assunto é esse vestibular ''
Que posso dizer se ela traduz um pouco do que eu ia dizer também!
Ahh malevolente vestibular!! uashuashuahsa,adorei o poema!!
continueeee...
te amoo. bjuuu
Olha eu aqui de novo! Agora com novo blog! (Atualiza aí na tua lista de preferidos, ok?)
Todo mundo tem instantes de poesia. Você tem.
Beijo recitado
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